Reflexões e crónicas de Ana Maria Saldanha: 
Revolução Bolivariana e Caracas

15 de Julho: terceiro dia em Caracas. Os encontros e os conhecimentos são intensos, a aprendizagem constante, Caracas tem outro rosto vista do Bairro 23 de Janeiro. Bairro com uma História de Luta de meio século, não poderia nunca não acompanhar a passos largos a Revolução Bolivariana posta em marcha há 13 anos. As vozes misturam-se nas ruas, discutindo quotidianos, famílias, preços, e, claro, aquela que é A Eleição de 7 de Outubro. Os gestos fervilham e Voltar atrás, carajo, não voltamos, Isso é certo, Os outros que se amanhem!, O Socialismo está em construção e na ofensiva! Face a esta certeza inabalável, a força colectiva no processo de transformação social assume-se como um Poder que aí está, firme, pronto a combater de armas na mão se o curso da História voltar a ser ditado pela grande burguesia.
http://blog.stress.fm/2012/07/caracas-sentir-primeiro-caracas.html
2012. 6 anos depois, aterro em Caracas. Sozinha, desta vez. O tempo encoberto, saindo do aeroporto – os mesmos 13 kilos às costas – e pronta a tocar a primeira vida da capital venezuelana. 8h da manhã, avisos constantes para não sair do aeroporto sozinha, Que é perigoso, Você é uma mulher, Meta-se imediatamente num táxi, Não fale com ninguém, Só faltava dizerem-me para não respirar nem ver. Ou seja, aconselhavam-me a viver Caracas em estado de terror. Acenei um gentil Adeus a todas as palavras que me eram endereçadas pelos passageiros do voo Willemstad–Caracas, e resolvi, tranquilamente, informar-me sobre os horários de autocarros, calcorrear a pé a distância que separa o aeroporto Internacional do aeroporto Nacional (Não faça esse trajecto a pé! Está cheio de ladrões!, haviam-me dito uns minutos antes), comprar um bilhete, instalar-me no autocarro com o raio da mochila que me começava a pesar em demasia, e, pela primeira vez, mirar, atentamente sorrindo, a cidade de Caracas. Paragem final no Parque Central, novas perguntas, algumas ajudas, entrada no metro, chegando e subindo, finalmente, as escadas da estação Plaza Venezuela, dirigindo-me, depois, ao Gran Café, na Sabana Grande, onde G. me esperava pacientemente há quase duas horas.
http://blog.stress.fm/2012/08/caracas-sentires-seguintes-caracas.html
Ver Fotos de Caracas:
http://photo.stress.fm/tagged/caracas

Reflexões e crónicas de Ana Maria Saldanha:

Revolução Bolivariana e Caracas

15 de Julho: terceiro dia em Caracas. Os encontros e os conhecimentos são intensos, a aprendizagem constante, Caracas tem outro rosto vista do Bairro 23 de Janeiro. Bairro com uma História de Luta de meio século, não poderia nunca não acompanhar a passos largos a Revolução Bolivariana posta em marcha há 13 anos. As vozes misturam-se nas ruas, discutindo quotidianos, famílias, preços, e, claro, aquela que é A Eleição de 7 de Outubro. Os gestos fervilham e Voltar atrás, carajo, não voltamos, Isso é certo, Os outros que se amanhem!, O Socialismo está em construção e na ofensiva! Face a esta certeza inabalável, a força colectiva no processo de transformação social assume-se como um Poder que aí está, firme, pronto a combater de armas na mão se o curso da História voltar a ser ditado pela grande burguesia.

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2012. 6 anos depois, aterro em Caracas. Sozinha, desta vez. O tempo encoberto, saindo do aeroporto – os mesmos 13 kilos às costas – e pronta a tocar a primeira vida da capital venezuelana. 8h da manhã, avisos constantes para não sair do aeroporto sozinha, Que é perigoso, Você é uma mulher, Meta-se imediatamente num táxi, Não fale com ninguém, Só faltava dizerem-me para não respirar nem ver. Ou seja, aconselhavam-me a viver Caracas em estado de terror. Acenei um gentil Adeus a todas as palavras que me eram endereçadas pelos passageiros do voo Willemstad–Caracas, e resolvi, tranquilamente, informar-me sobre os horários de autocarros, calcorrear a pé a distância que separa o aeroporto Internacional do aeroporto Nacional (Não faça esse trajecto a pé! Está cheio de ladrões!, haviam-me dito uns minutos antes), comprar um bilhete, instalar-me no autocarro com o raio da mochila que me começava a pesar em demasia, e, pela primeira vez, mirar, atentamente sorrindo, a cidade de Caracas. Paragem final no Parque Central, novas perguntas, algumas ajudas, entrada no metro, chegando e subindo, finalmente, as escadas da estação Plaza Venezuela, dirigindo-me, depois, ao Gran Café, na Sabana Grande, onde G. me esperava pacientemente há quase duas horas.

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